Segunda, 12 Fevereiro 2018 09:32

População lotou a Avenida no Carnaval dos 30 ANOS do Desencanto. Padre “salvou” o Grupo, em seu início

“Não me leve a mal, pecado é não brincar o Carnaval”. Aproveitando esta frase novíssima, do Carnaval 2018, da Mangueira, que por certo tornará uma máxima e que nos lembra a ótima ação do padre Ângelo Licati que evitou o fim do Grupo Desencanto, em seu início. A turma de Amarildo Jacinto ensaiava na escadaria da Basílica, naquela época, conhecida como igreja nova e foram proibidos de continuar usando o espaço. Padre Ângelo, pressionado a escorraçá-los, pelo contrário, conseguiu um oportuno local para que continuassem a promover as ações culturais que na atualidade comemora 30 anos e muito tem promovido Trindade para o cenário nacional e até mesmo internacional.

30 anos, 30 cromos para quem nos acompanha pelo Facebook, fotos belíssimas de Jaqueline Costa, a narração do desfile teve a competência do excelente Warley Lopes e deixo vocês com o texto afinado de Paulo Afonso Tavares.

Cores, emoção, samba, tradição, cultura e história tomaram conta da Avenida Manoel Monteiro, com o desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Trindade em parceria com a Prefeitura Municipal da cidade, prefeito Jânio Darrot (PSDB), nesta noite de domingo (11) homenageando os trinta anos do Grupo Desencanto de Teatro. De acordo com o diretor artístico do grupo, carnavalesco Amarildo Jacinto, no desfile foi utilizado às cores da fé, vermelho e dourado, tradicionais da Escola, com oito alas, cinco carros alegóricos e uma sequência de destaques, de chão.

“Na comissão de frente tivemos três alas, a dos soldados romanos representando a grande Caminhada de Fé que o grupo desenvolve, na sexta-feira da Paixão, a das portas bandeiras representando a Escola de Samba do grupo, e a dos mestres salas, arlequins representando o Festival de Artes ao Ar Livre (FAAL). Ainda tivemos as alas, da bateria, da dança, das baianas e a das crianças. Contamos com cinco carros alegóricos, o primeiro representando o FAAL, o segundo, as escadarias do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, onde iniciou o Desencanto, o terceiro, o Festival de Teatro, o quatro, a música e o quinto, as artes plásticas. E também tivemos 1.200 alegorias compondo a escola”, explicou o diretor.

Para o professor universitário, Ali Kalil Ghamoum, que todo ano acompanha o desfile, achou que essa edição foi mais rápida, por causa da chuva, mas mesmo assim não perdeu o seu brilho, sendo muito bom, já que resgata a tradição carnavalesca de Trindade e não deixando-a morrer. “Não deixar o carnaval morrer aqui é uma luta constante e anual do grupo Desencanto de Teatro”, contou.

Um dos melhores de rua em Goiás, atualmente o desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Trindade é o único evento carnavalesco aberto para todos os moradores do município, por isso tem uma grande importância cultural. “Nós buscamos retratar o que a nossa comunidade anseia em termos de cultura, e prova disto foi a grande multidão na Avenida prestigiando o evento”, completou Amarildo.

Imprensa – Prefeitura de Trindade
Fábio PH e Paulo Afonso Tavares
Fotos de Jaqueline Costa

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